quarta-feira, 22 de junho de 2011

Oloco meo! Olha o aviãozinho



            Por favor, me diz aí, sem pensar mais que um minuto, um programa de televisão de qualidade das grandes emissoras e que contribua para a cultura de algum modo, sem que tenha duplo sentido em suas falas ou que não envolva algumas pessoas “se matando” por dinheiro?
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Pronto? Pensou? É, já esperava por isso.
Bem é fato que isso pode existir, mas tem que se vasculhar um pouco à mente para encontrar. Atualmente, o que mais vigora pela TV são programas de conteúdo duvidoso, que remetem a sexo, preconceito ou consumismo, para citar as situações mais expressivas. Quando não são as três juntas e mais algumas.
Programas de humor que não tem graça alguma, jargões batidos e surrados, um humor negro e forçado, geralmente à custa de alguém que provavelmente não gosta e às vezes, não merece (isso se deve admitir, é bem raro).
A política deixou de receber críticas inteligentes e passou a virar comédia barata, ou seja, quanto mais merda fizer no plenário ou em qualquer outro lugar onde esses seres habitam, melhor será para as péssimas piadinhas. Quer dizer que não importa qual seja o preço que a população pague por isso, desde que haja merda para jogar no ventilador?
As novelas maquiam culturas, para que sejam sempre vistas da maneira mais adequada aos interesses comerciais, para melhor ser aceita e vender mais fácil. Digo vender fácil, pois as pessoas são idiotas o suficiente para agregar modismos, ao invés de procurar sua própria identidade cultural.
Nas transmissões esportivas notam-se alfinetadas entre comentaristas. Colocam os esportes de alto rendimento como saúde, e isso não são. A superação do homem pelo homem não existe, a moda agora é usar drogas para que possam superar o homem pela trapaça.
Programas de final de tarde, mostrando casos familiares absurdos. Onde preferíamos serabcegos para não ver, absurdos para não ouvir e abmudos para não comentar. Gente, a nossa vida já é recheada de problemas suficientes para termos de resolver, sem perdermos tempo vendo aquilo.
E claro, os realities shows não poderiam ser esquecidos, já que são um prato cheio para os alienados, nas reuniões de corredores, nas filas e outras aglomerações onde o nível cai vertiginosamente. Óóh fuck!
Como diria meu amigo Thon, “O diferente é bom e aceitável, mas o senso do ridículo é essencial”. E isso é mais do que verdade, seja diferente, seja você mesmo, mas tenha um pouco de bom senso pelo menos. Não estamos em Nova Iorque.
Cérebro para que vos tenho? Muitas pessoas nem mesmo sabem da existência de um, até chegar ao final do ensino fundamental quando começa aprender biologia humana. E usá-lo então?! Muito raro.

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