Como você fez o favor de me dizer com certa ênfase algumas vezes, nós temos uma relação um tanto quanto incomum. Pra não dizer estranha logo de uma vez.
Vamos encarar os fatos, pois somos capazes de coisas inimagináveis juntos e quando estamos separados, bem, toda segunda-feira são novas surpresas, não é mesmo?! Isso quando não viajamos.
A gente se entende apenas olhando um para o outro, a gente se compreende mesmo nas situações mais estranhas, temos os mesmo defeitos, temos os mesmo temores, os mesmos gostos e por muitas e muitas vezes os mesmos pensamentos.
Sabemos olhar a situação de cada um e entender o “porque”, aceitamos críticas um do outro, nos xingamos das piores barbaridades e nem por isso quer dizer que estamos brigando, aliás, a gente já brigou alguma vez? Não me lembro.
Foda-se se já brigamos, penso que isso fortalece a relação, se bem que no nosso caso, fortalecer a relação é um pouco “fora dos esquadro”. Fortalecendo ou não, eu estarei aqui sempre. Não pra dizer amém a tudo o que você fizer, mas pra ta dar uns toques, te puxar as orelhas, te dar bronca, te dar colo e ouvir você choramingar, chorar junto com você se for preciso.
E também para te dizer o mais importante, “ligue o foda-se, estufe o peito sua vaca, manda tudo pra puta que pariu, não ligue pra porra nenhuma e vai ser feliz filha da puta. Afinal, foram essas suas palavras para mim. Ou quase essas.
Dizemos que somos uma pessoa só em dois corpos e sexos diferentes. Eu já prefiro pensar que meu lado feminino tem corpo próprio. Você.
E que corpo, hein!!!
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