quarta-feira, 22 de junho de 2011

Nos Tempos Da... Espera, deixe eu consultar meu Orkut!



 
Nos tempos da boa e velha conversa tête-à-tête nos lembrávamos de tudo o que nos diziam, prestávamos atenção a cada palavra, a cada olhar e sentíamos o que a outra pessoa estava sentindo. Os que tivessem um mínimo de sensibilidade, pelo menos.
Amigos eram amigos e filium di putum sempre existiram em quaisquer épocas. O problema é que hoje a grande maioria é apenas a segunda opção. Poucos são os que podemos confiar. Ou então poucos são os que nos “alugam” seu tempo para que possamos conversar.
Quando o Orkut não existia, seus amigos lembravam seu aniversário porque eram seus amigos e não porque um site os lembrava, a memória era feita por capacidade e não por bytes. As pessoas resolviam suas diferenças, terminavam namoros, faziam convites, discutiam idéias e outra infinidade de coisas pessoalmente e não por depoimentos ou scraps.
Pessoas eram inteligentes porque realmente os eram, não por CTRL+C CTRL+V.
Com o celular também vieram mudanças nas formas de amizade. Antigamente seus amigos IAM a sua casa te visitar e não mandavam mensagens ou ligavam a cobrar (como acontece muitas vezes) pedindo para que você vá à casa deles. É fácil dizer “vem aqui, preciso conversar!” e tão complicado dizer “posso ir até aí, gostaria de conversar?”. Tenta recusar e mandar seu amigo ir até sua casa. É o fim da amizade. Afinal, VOCÊ está fazendo corpo mole.
Foi-se o tempo em que Coca-Cola era apenas refrigerante, diesel um combustível, Emo apenas a abreviatura de um estilo musical, músicas tinham mais que quatro versos diferentes, o fato de você pagar pra estudar não significava que iria ser aprovado, os pais eras respeitados, sertanejo era música, o Eu Te Amo era dito com lágrimas nos olhos, vindo de dentro do coração e este texto seria lido por mais pessoas sem que precisasse pedir.
Será que vamos chegar para nossos filhos e netos algum dia e dizer “ah no meu tempo as coisas eram melhores”?

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