Não tenho explicações para dar quando se trata dos sentimentos que passam dentro do meu ser nos momentos em que estou fazendo coisas que gosto. Digo isto pelas vezes em que estou jogando hóckey, fotografando, fazendo trilha de moto, etc. Mas vamos nos ater ao hóckey mesmo.
Tudo bem que dizem que a dor ensina, mas nunca fui do tipo que curtia uma dorzinha só para aprender algo, o que quer que seja, mesmo que eu quisesse muito. Não sei dizer se eu era muito cagão ou simplesmente não queria machucar esta cútis que mamãe me deu. Mas tenho percebido que desde que comecei e a patinar e a treinar na equipe, tenho ligado muito pouco para tombos, arranhões, hematomas e coisas do gênero.
Já ganhei um joelho torcido, um dedo fora do lugar, dores lombares que fazem o simples ato de chorar uma coisa tão natural quanto beber água. Acha que eu ligo? Tá, admito que não sou do tipo que liga muito para coisa alguma, mas sempre tive minhas limitações quanto ao que as outras pessoas podem estar pensando, mas desde que comecei, isso já não é mais problema (nossa, pareceu comercial das Organizações Tabajara).
Sei lá, é inexplicável o nível de liberdade e adrenalina sentidas, as possibilidades de tombo (e eventuais fatos deles) e também as dores e machucados decorrentes, sem mencionar as risadas alheias, não me assustam mais. As únicas coisas que me deixam preocupado é o fato de “E hoje, vou poder treinar?”, essa pergunta sim me assusta. O fato de não poder fazer aquilo que me faz bem (fica livre para entender como quiser) me deixa, sim, muito preocupado.
Bem, é isso aí. Vamos patinar?

Primeiro você precisa me ensinar a patinar. Rá!
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