Gostaria de amadurecer com a velocidade dos cães e envelhecer como as tartarugas. Não, não estou me sentindo velho nem infantil, muito menos com pensamentos suicidas, sou egocêntrico demais para uma coisa tão pequena como essa.
Me refiro ao trabalho que dá esse negócio de relacionamentos. Dos sete aos dez, nos apaixonamos, em geral, pela vizinha, dos onze aos treze não sabemos se gostamos nem de nós mesmos, dos quatorze aos dezoito, encontramos aquele de mesmo após muitos anos consideramos nosso grande amor, dos dezenove aos vinte e poucos há certa crise, muito parecida com a dos onze, mas com muito menos propriedade e sob maior influência do álcool.
Daí em diante é que o bicho pega. Começamos a procurar um cobertor de orelha para nos aquecer, mas não um cobertor qualquer. Tem que ser aquele que gostamos de estar juntos em qualquer hora e lugar, que nos faça bem, nos fazendo sorrir mesmo em meio aos piores problemas do mundo, não nos sufoque com ciúmes fúteis, que seja companheiro para aventuras espetaculares ou apenas sentar no meio-fio e beber uma cerveja quente e falar mal do chefe que nos aporrinhou o dia todo.
Nessa idade não basta ser uma pessoa bonita, aliás, nesse ponto você percebe que a beleza por mais que seja interessante, se não vir acompanhada de conteúdo, como inteligência e companheirismo, não serve. Há uma carência constante de mais conversas e menos sexo, mais dialogo e menos discussão.
E a grande conclusão? Bem, esta fica desse modo. Não adianta eu gostar de alguém se esse alguém não é confiável, não retribui ou gosta de mim, não adianta alguém gostar de mim, se eu não gosto dessa pessoa, assim como não adianta ambos se gostarem, mas qualquer empecilho seja motivo para não dar certo.
A vida é simples, mas gostamos tanto de complicar ela.
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