
Meus caros amigos vamos refletir um pouco! (para alguns menos acostumados a usar a massa cinzenta (quer que eu explique essa também?), refletir não significa se olhar no espelho por horas admirando as roupas novas de marca). Que por sinal é um dos temas desta crônica.
Sei que vou ferir o orgulho de muita gente com isso, mas na atual circunstância pouco me importo. Afinal, essas pessoas, não todas, eu admito, são as que mais criticam os gostos e opiniões culturais alheias e por muitas vezes, além de não apreciarem, criticam ferrenhamente outros estilos, outras “cabeças”.
Refiro-me especialmente aos “bois de bota e calça colada”, que mais parecem ter nascido com aquilo grudado ao corpo, porque fica difícil imaginar alguém conseguindo vestir aquilo. E também as “vacas de cinto e chapéu”, entre outros acessórios, que gastam horrores em lojas caras que vendem marcas de valores astronômicos. Roupas estas compradas na 25 de Março, em São Paulo! (hahahaha). Sem é claro precisar mencionar, que em geral os bois tratam as mulheres como vacas, e o pior, elas gostam! Por favor...
Entendo que isso é uma identidade cultural local (Haraquiri também fazia (ainda faz) parte da cultura do Japão Meiji), mas onde fica a identidade própria? A dignidade de se vestir para se sentir bem, por prazer, perde para a necessidade de se mostrar para os outros?
Sem mencionar que ainda têm a incrível capacidade de dizer que isso é necessário. Caralho, necessário é comer, é pagar as próprias contas, é trabalhar, isso sim é necessário. Ah, me desculpem, esqueci que essa turminha faz parte dos que nascem sem essas necessidades supérfulas, já que papai e mamãe darão tudo o que seus filhinhos queridos e necessitados pedirem.
Enquanto não posso mudar o mundo com minhas palavras afrontosas, sigo trabalhando, usando shorts jeans barato, chinelo de dedo e camisetas esporte, mas com o orgulho de dizer sem nenhuma vergonha, “fui eu quem comprou”!
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