
Há situações que nos surpreendem muito. Dias atrás, estava navegando pelos canais “muito úteis” da TV aberta e acabei parando num determinado telejornal onde falava sobre pessoas que escreviam cartas em nome de outras não letradas. Achei a atitude muito interessante e comecei a prestar atenção na matéria.
Me surpreendi ao perceber que eu estava admirando aquela atitude, logo eu, que sou um critico ferrenho sobre as atitudes da raça (des) humana. Percebi isso, porque meus olhos se encheram de algo parecido com lagrimas, mas que percebi depois que aquilo era um sorriso do orgulho.
Fato é, que no meio da reportagem, apareceu a historia de um pai que pediu que uma carta fosse escrita para seu filho, que morava longe, dizendo que o vídeo game que ele tanto queria não poderia ser comprado neste ano, pois a situação havia sido difícil, mas que se tudo desse certo no ano que se inicia ele poderia comprar o vídeo game.
E foi isso que mais me chamou atenção, pois por muitas vezes nossos amigos nos dizem “ah, roubaram meu carro”, “perdi minha maquina digital” e a única coisa que você diz é “que foda”, quando na verdade quer dizer “foda-se, você pode comprar outra”. O que quero dizer, que me espantei por me preocupar e me sensibilizar com as dificuldades de pessoas estranhas que não sabem ler, nem escrever, enquanto nem sempre nos sensibilizamos com “problemas” dos nossos amigos mais íntimos.
É estranho o fato de como encaramos situações que se assemelham de grosso modo, mas por sabermos da origem de ambas, elas adquirem relevâncias diferentes.
É, acho que ainda resta esperança nesse mundo.
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